terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A caneta e o papel

A caneta e o papel

Era uma vez uma caneta e um papel e um papel, ambas em cima de uma escrivaninha, e lado a lado estavam conversando:
- Você viu papel, que nossa dona ultimamente está sempre me levando para passear dentro de sua bolsa?
- É, realmente noto que tu está às vezes ausente!
- Acho que Patrícia deve gostar mesmo de mim! Quando estou com ela, as outras canetas simplesmente são ignoradas, e apenas eu sou utilizada.
- Pare com isso! Patrícia tem várias canetas e usa todas, você não é especial coisa nenhuma.
- Nossa! Você é muito invejoso, só porque fica o dia inteiro parado, sozinho em cima da escrivaninha.
- Não sou não. Você que é metida demais.
- Sou apenas realista, causo inveja nos outros, devido a minha bela forma, sem contar que minha tinta preta sai suavemente, deixando a escrita mais bonita e sem borrados.
- Uau, mas não se esqueça que você foi feita em uma fábrica e que existem milhares de canetas iguais a você.
- Não importa, nesta escrivaninha eu sou o objeto mais importante daqui, sou melhor que o lápis, a borracha, a cola e até que você!
- Disso você está enganada. Pois, você apenas consegue mostrar sua “bela escrita”, quando alguém escreve com você, em um papel como eu. Se eu não existisse, você não serviria para nada.
Após uma longa discussão entre a caneta e o papel, eis que Patrícia entra em seu quarto, pega sua caneta e seu papel, que ainda estão tentando mostrar um ao outro porque são os melhores.
Patrícia passa a desenhar um belo coração, o pinta, o recorta e o cola num cartão, após isso ela sai do quarto, e a discussão permanece entre a caneta e o papel.
- Viu, eu disse, você só vai ser usada se tiver um papel como eu por perto,caso contrário você não tem utilidade.
O lápis de cor, já cansado de ouvir essas besteiras, interferiu na discussão, e disse:
- Parem com isso! Será que vocês não vêem, ninguém é melhor que ninguém. Apesar de todos nós que estamos aqui sobre a escrivaninha sermos diferentes, todos nós somos importantes independente de nossa função, e sem contar que precisamos uns dos outros para realizar nossas tarefas. Assim como foi feito agora, Patrícia desenhou um coração, e para isso precisou de um papel, um lápis para desenhar, uma borracha para apagar os traços errados, uma caneta para contornar, um lápis de cor para pintar, uma tesoura para cortar e uma cola para colar. Agora chega com isso! Devemos ser solidários, e respeitarmos os outros apesar das nossas diferenças, todos somos importantes independente do que somos ou fazemos.

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