Em uma noite de natal, Suzana estava trabalhando horas antes da meia noite e se sentia muito sozinha, queria estar junto da família. No final do expediente, ao pegar o ônibus , Suzana deparou-se com um jovem casal acompanhado de cinco crianças. A mais velha deveria ter uns dez anos e a mais nova, um bebezinho de colo. Aparentavam ser muito pobres. AS crianças traziam nas mãos brinquedos embalados em sacos de plástico transparente e pai segurava um cesta básica embalada em papel celofane.
Nisso uma menininha de aproximadamente cinco anos, virou-se em minha direção e perguntou-me qual era meu nome. Aos poucos foram conversando sobre o natal e a criança lhe perguntou:
- Sabia que hoje é Natal?
- ... é mesmo?
- É sim! É a festa de Jesus!
- Quem é Jesus? - Suzana fingiu não saber
- É aquele moço bonzinho que mora no céu! - e a criança apontou o dedinho para o alto.
Naturalmente a criança mudou de assunto:
- Sabia que as nuvens são branquinhas da cor de algodão?
- Sabia.
- Qual é a cor da sua roupa?
- Vermelha...
- Ah, da cor do tomate.
A mãe olha para traz, pisca o olho para Suzana e fala baixinho:
- Ela é cega. Mas percebe tudo.
Suzana não sabe se ainda verá aquela criança novamente, mas aquele rostinho iluminado ficou para sempre guardado em sua memória.
Desceu do ônibus com espírito revigorado. Não precisou de presentes para se sentir especial.
Nome: Disiane, Renato e Ruchely. C54
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